sábado, 7 de janeiro de 2012

Estado e Meio Ambiente


Os eventos climáticos como as chuvas nos revelam que as políticas públicas no Brasil são de péssima qualidade e pouco inteligentes,estes eventos ocorridos neste início de 2012 nas cidades dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro não são novidade e a cada ano eles se repetem sejam nos mesmos locais ou em novos.
Infelizmente o corporativismo e a politicagem não demonstram a menor preocupação com a população atingida por estes eventos, chega ser algo de revolta ou piada ver as atitudes empreendidas por quem deveria trabalhar em prol do povo, e acabam por não fazerem nada e culpando a legislação por não possibilitar ações nestas áreas.
Temos também pessoas que culpam a chuva pelas tragédias,porém para grande parte de cientistas e acadêmicos os verdadeiros responsáveis são os gestores públicos que permitem por exemplo pessoas ocuparem área de varzea de rios e não idealizam habitações em locais seguros para aquela população.
Infelizmente este filme se repete a cada verão em nosso país, mas para que possamos deixar de assistir o mesmo episódio todo ano a população tem e deve se organizar e cobrar das autoridades ações concretas, para que deixemos de tratar sintomas e passemos a combater a causa dos problemas socioeconomicos em nosso Brasil.

Anderson Ricardo
@andersontwiter 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Educação e Família

Estamos vivendo em um tempo nunca visto antes, digo isto porquê tem crescido o número de pessoas que ingressam em Universidades e Faculdades de todo o país sejam elas públicas ou privadas com auxílios de bolsas concedidas por programas sociais bem como por associações e ongs em parceria com as intituições.
Mas por outro lado observamos que a base de todo esse processo tem sido desvalorizado, é importante salientar que se nosso país quiser ser uma das potências cientificas de todo o mundo é preciso que nossa política pública se renove, primeiramente valorizando o trabalho de nossos professores desde o ensino infantil ao superior,promovendo a eles melhores remunerações e incentivos a pesquisa científica.
Devemos colocar neste contexto o papel da familia que tem deixado suas obririgações sociais para aos professores e estes na medida do possível tem realizado um excelente trabalho, porém é preciso que a Educação hoje alcance também aos pais e responsáveis caso contrario estaremos formando pessoas sem sonhos o que nos torna insensíveis.

Anderson Ricardo

sábado, 1 de outubro de 2011

Por que Estudar Geografia

Estudar Geografia é uma forma de compreender o mundo em que vivemos. Por meio desse estudo, podemos entender melhor tanto o local em que moramos - seja uma cidade ou uma área rural - quanto o país do qual fazemos parte, assim como os demais países da superfície terrestre. O campo de preocupações da Geografia diz respeito ao espaço da sociedade humana, sobre o qual os homens e as mulheres vivem e, ao mesmo tempo, produzem modificações que o (re)constroem permanentemente. Indústrias, cidades, agricultura, rios, solos, climas, populações: todos esses elementos - além de outros - constituem o espaço geográfico, isto é, o meio ou realidade material onde a humanidade vive e do qual ela própria é parte integrante. Tudo nesse espaço depende do homem e da natureza. Esta última é a fonte primeira de todo o real: a água, a madeira, o petróleo, o ferro, o cimento, o asfalto e todas as outras coisas que existem nada mais são, no final das contas, do que aspectos da natureza.
Mas o homem reelabora esses elementos naturais ao fabricar os plásticos a partir do petróleo, ao represar rios e construir usinas hidrelétricas, ao aterrar pântanos e edificar cidades, ao inventar velozes aviões para encurtar as distâncias, Assim, o espaço geográfico não é apenas o local de morada da sociedade humana, mas principalmente uma realidade que é a cada momento (re) construída pela atividade do homem.
As modificações que a sociedade humana produz em seu espaço são hoje mais intensas do que no passado. Tudo o que nos rodeia se transforma rapidamente. Com a interligação entre todas as partes do globo, com o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, passa a existir um mundo cada vez mais unitário. Pode-se dizer que, em nível planetário, há uma única sociedade humana, embora seja uma sociedade plena de desigualdades e diversidades. Os “mundos” ou sociedades isoladas, que viviam sem manter relações com o restante da humanidade, cederam lugar ao espaço global da sociedade moderna. Na atualidade não existe nenhum país que não dependa dos demais, seja para o suprimento de parte das suas necessidades materiais, seja pela internacionalização da tecnologia, da arte, dos valores, da cultura afinal. Um acontecimento importante - uma guerra civil, fortes geadas com perdas agrícolas, a invenção de um novo tipo de computador, a descoberta de enormes jazidas petrolíferas, etc. - que ocorra numa parte qualquer da superfície terrestre provoca repercussões em todo o conjunto do globo. Muito do que acontece em áreas distantes acaba nos afetando de uma forma ou de outra, mesmo que não tenhamos consciência disso. Não vivemos mais em aldeias relativamente independentes, como nossos antepassados longínquos, mas num mundo interdependente e no qual as transformações se sucedem numa velocidade acelerada.
Para nos posicionarmos inteligentemente frente a este mundo, temos de conhecê-lo bem. Para nele vivermos de forma consciente e crítica, devemos estudar os seus fundamentos, desvendar os seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa antes de tudo estar integrado criticamente na sociedade, participando ativamente de suas transformações. Para isso devemos refletir sobre o nosso mundo, compreendendo-o do âmbito local até o nacional e o planetário. E a Geografia é um instrumento indispensável para empreendermos essa reflexão.
VESENTINI, J. Willian. Sociedade e Espaço. São Paulo, Ática, 1993.